Nome civil:
Rosina Ângela Busarello
Nascimento:
23/06/1890
Local:
Arrozeira – SC
Filiação:
Luigi Busarello e Constanze Rigum
Entrada na
Congregação: 08/03/1914
Primeiros
votos: 21/01/1917
Votos
perpétuos: 05/01/1923
Locais de
Trabalho:
Florianópolis
– Trindade: Na lavanderia de Janeiro de 1917 a Janeiro de 1918
São
Francisco do Sul: 09 de Janeiro de 1918 foi o dia em que começou a história da
jovem irmã da Divina Providência, como habitante da terra herdada de Arosca,
Iça Mirim, Nâmoa e tantos outros índios da tribo Carijós. Naquela data, dava
entrada no porto francisquense um dos navios da firma Hoepcke e dentre os
passageiros se encontrava a Irmã Joaquina, cheia de esperanças e desejosa de
logo conhecer a sua futura casa, onde iria a partir de então, desempenhar o seu
papel de serva de Deus. Ela tomou contato com a extasiante beleza com que o
Senhor dotou a Baía Babitonga, tornando-se de imediato uma admiradora desta
terra abençoada. Após o desembarque, a jovem religiosa dirigiu-se para o
Colégio, antiga construção localizada naquela época na atual rua Coronel
Carvalho, nº 03. Pouco tempo a Irmã Joaquina desempenhou suas tarefas naquela
casa, pois o novo Colégio Stella Matutina, casarão enorme, era inaugurado e
ficava localizado bem próximo a Igreja Matriz na principal praça da cidade.
Orientados pela nossa homenageada, bandos buliçosos de alunos ajudavam na
mudança, alegres, felizes e ao mesmo tempo ávidos de logo assistirem às aulas
no prédio novo. Daí em diante, nos quase 52 anos que permaneceu entre nós,
muitas coisas se modificaram. Os antigos lampiões a óleo de baleia que Irmã
Joaquina conheceu a iluminarem as ruas da cidade foram substituídos pela luz
elétrica, o seu Colégio também sofreu transformações, suas colegas foram sendo
transferidas para outras cidades. Somente uma coisa Irmã Joaquina não viu se
modificar nos anos que aqui passou: o pôr do sol. Nesses momentos, se sentia
mais próxima de Deus, autor dessa natureza contagiante: amava a Deus e amava a
terra francisquense. Gerações sucederam-se – horas de orações na Capela
enfeitada com rosas plantadas por suas próprias mãos; o sentir e o apreciar a
turbulenta turma de alunos nos momentos de recreio, fazendo rodas e cantando
conhecidas e tradicionais canções, como acontecem em todas as escolas; saídas
para acompanhar as procissões, as festas de encerramento do ano letivo, quando
entrava as famílias com roupas novas e as alunas com cabelos crespos com
papelotes; Madre Superiora distribuindo os prêmios de aproveitamento ou de
comportamento aos melhores alunos, jogando bola no campinho do morro durante o
período de aulas, nas férias, os gostosos morangos e os caquis no colégio. O
Colégio da nossa infância, que sempre fez bater mais ritmado o coração daqueles
que teve a felicidade de passar por seus bancos escolares: Colégio tradicional
das paradas de 7 de setembro; Colégio de uniforme branco que fazia vibrar a
coletividade inteira e arrancar lágrimas saudosas e emocionadas de ex-alunos,
quando seus filhos passavam garbosamente desfilando.
Por
tudo isto, quando o Colégio Stella Matutina encerrava suas atividades no
município, por fatores financeiros e ingerência política, em 30 de dezembro de
1969, Irmã Joaquina recebia em Sessão Solene da Câmara de Vereadores o título
de cidadã francisquense, viajando no dia seguinte para o Hospital de
Guaramirim, onde cuidou do jardim até abril de 1971. Transferida para o
Hospital de Jaraguá do Sul, lá permaneceu até seu falecimento em 17 de dezembro
de 1980. Como reconhecimento a tanta dedicação e carinho, o Prefeito Municipal
Godofredo Gomes Moreira Filho, encaminhou à Câmara de Vereadores o projeto que
aprovado por unanimidade, foi convertido na Lei nº 112, de 11 de novembro de
1994, dando o nome de “Irmã Joaquina” a este Centro de Atendimento Integral à
Criança.
(Este texto foi uma colaboração
do Sr. Dauro Stazak (in memorian), que foi um ilustre historiador
francisquense.)
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