quarta-feira, 8 de maio de 2013

BIOGRAFIA DA PATRONESSE DA EBM CAIC IRMÃ JOAQUINA.


Nome civil: Rosina Ângela Busarello
Nascimento: 23/06/1890
Local: Arrozeira – SC
Filiação: Luigi Busarello e Constanze Rigum
Entrada na Congregação: 08/03/1914
Primeiros votos: 21/01/1917
Votos perpétuos: 05/01/1923

Locais de Trabalho:

Florianópolis – Trindade: Na lavanderia de Janeiro de 1917 a Janeiro de 1918
São Francisco do Sul: 09 de Janeiro de 1918 foi o dia em que começou a história da jovem irmã da Divina Providência, como habitante da terra herdada de Arosca, Iça Mirim, Nâmoa e tantos outros índios da tribo Carijós. Naquela data, dava entrada no porto francisquense um dos navios da firma Hoepcke e dentre os passageiros se encontrava a Irmã Joaquina, cheia de esperanças e desejosa de logo conhecer a sua futura casa, onde iria a partir de então, desempenhar o seu papel de serva de Deus. Ela tomou contato com a extasiante beleza com que o Senhor dotou a Baía Babitonga, tornando-se de imediato uma admiradora desta terra abençoada. Após o desembarque, a jovem religiosa dirigiu-se para o Colégio, antiga construção localizada naquela época na atual rua Coronel Carvalho, nº 03. Pouco tempo a Irmã Joaquina desempenhou suas tarefas naquela casa, pois o novo Colégio Stella Matutina, casarão enorme, era inaugurado e ficava localizado bem próximo a Igreja Matriz na principal praça da cidade. Orientados pela nossa homenageada, bandos buliçosos de alunos ajudavam na mudança, alegres, felizes e ao mesmo tempo ávidos de logo assistirem às aulas no prédio novo. Daí em diante, nos quase 52 anos que permaneceu entre nós, muitas coisas se modificaram. Os antigos lampiões a óleo de baleia que Irmã Joaquina conheceu a iluminarem as ruas da cidade foram substituídos pela luz elétrica, o seu Colégio também sofreu transformações, suas colegas foram sendo transferidas para outras cidades. Somente uma coisa Irmã Joaquina não viu se modificar nos anos que aqui passou: o pôr do sol. Nesses momentos, se sentia mais próxima de Deus, autor dessa natureza contagiante: amava a Deus e amava a terra francisquense. Gerações sucederam-se – horas de orações na Capela enfeitada com rosas plantadas por suas próprias mãos; o sentir e o apreciar a turbulenta turma de alunos nos momentos de recreio, fazendo rodas e cantando conhecidas e tradicionais canções, como acontecem em todas as escolas; saídas para acompanhar as procissões, as festas de encerramento do ano letivo, quando entrava as famílias com roupas novas e as alunas com cabelos crespos com papelotes; Madre Superiora distribuindo os prêmios de aproveitamento ou de comportamento aos melhores alunos, jogando bola no campinho do morro durante o período de aulas, nas férias, os gostosos morangos e os caquis no colégio. O Colégio da nossa infância, que sempre fez bater mais ritmado o coração daqueles que teve a felicidade de passar por seus bancos escolares: Colégio tradicional das paradas de 7 de setembro; Colégio de uniforme branco que fazia vibrar a coletividade inteira e arrancar lágrimas saudosas e emocionadas de ex-alunos, quando seus filhos passavam garbosamente desfilando.
Por tudo isto, quando o Colégio Stella Matutina encerrava suas atividades no município, por fatores financeiros e ingerência política, em 30 de dezembro de 1969, Irmã Joaquina recebia em Sessão Solene da Câmara de Vereadores o título de cidadã francisquense, viajando no dia seguinte para o Hospital de Guaramirim, onde cuidou do jardim até abril de 1971. Transferida para o Hospital de Jaraguá do Sul, lá permaneceu até seu falecimento em 17 de dezembro de 1980. Como reconhecimento a tanta dedicação e carinho, o Prefeito Municipal Godofredo Gomes Moreira Filho, encaminhou à Câmara de Vereadores o projeto que aprovado por unanimidade, foi convertido na Lei nº 112, de 11 de novembro de 1994, dando o nome de “Irmã Joaquina” a este Centro de Atendimento Integral à Criança.
(Este texto foi uma colaboração do Sr. Dauro Stazak (in memorian), que foi um ilustre historiador francisquense.)

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